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SÃO LUIZ 125 – LIVRO

Apresentação e lançamento de livro
© Estelle Valente / Teatro São Luiz
Datas e Horários

6 setembro

Local

Sala Bernardo Sassetti

Preço

Entrada livre

Descrição

Talvez porque a história do São Luiz seja uma narrativa feita de rasuras e recomeços, até hoje a memória do Teatro ficou, em grande medida, por fixar. Quisemos, por isso, criar uma edição em papel que marcasse este momento. São Luiz 125 é o primeiro livro em que se reflete sobre esta instituição e o seu papel. Com edição de Vanessa Rato, um vasto e variado naipe de autores lança um olhar caleidoscópico que acompanha 125 anos de atividade, tanto retrospetivo e mais historiográfico, como oferecendo ângulos de visão mais prospetivos e especulativos. Do teatro e da dança à música e à ópera, do cinema à arquitetura, de muitas artes se faz o São Luiz e através de todas se tem inscrito na cidade de Lisboa e no país, ao longos dos tempos. Olhando para o que foi São Luiz e para aquilo que queremos dele para o futuro, é este o nosso “manifesto” na altura em que celebramos 125 anos.

1917
“O povo completo será aquele que tiver reunido no seu máximo todas as qualidades e todos os defeitos. Coragem, portugueses, só vos faltam as qualidades.” É no palco do então chamado Teatro da República que José de Almada Negreiros profere o seu Ultimatum Futurista às Gerações Portuguesas do Século XX. Nessa tarde de 14 de abril de 1917, surge na sala vestido de fato de macaco e provoca a assistência, composta por algumas dezenas de jovens intelectuais, artistas, escritores e jornalistas. Recebe pateadas e salvas de palmas – e, nos dias seguintes, os jornais tentam, com alguma dificuldade, descrever “a loucura” do que ali se passou. Na Conferência Futurista, Almada Negreiros tem a cumplicidade de Santa-Rita Pintor, que, de um dos camarotes, vai interrompendo o seu discurso, fingindo que estão ali na sala personalidades públicas da época, e lhes reponde jocosamente, arrancando gargalhadas da plateia. Na segunda parte da conferência, lê-se ainda o Manifesto Futurista da Luxúria, da artista francesa Valentina de Sait-Point, e dois textos do escritor e ideólogo italiano Filippo Tommaso Marinetti (autor do Manifesto Futurista, de 1909), Music-Hall e Tuons les Clair de Lune. Palavra de ordem: agitar consciências.

 

Ficha Técnica

Uma edição Imprensa Nacional e São Luiz Teatro Municipal Editora Vanessa Rato Design Silvadesigners Autores Ana Vaz Milheiro, André e. Teodósio, António Pinto Ribeiro, Cláudia Madeira, Fernando Cabral Martins, Filipe Figueiredo, Filipe La Feria, Joacine Katar Moreira, Isabel Lucas, Luís Miguel Oliveira, Inês Nadais, Ana Pais, Joana Craveiro, Paula Magalhães, Duarte Santo, Maria Virgílio, Manuel Deniz Silva, José Bragança de Miranda, José Gil, José Sarmento de Matos, Odete, Teresa Mendes Flores Uma encomenda São Luiz Teatro Municipal

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