Antonio Vivaldi, um dos expoentes máximos da música barroca, permaneceu praticamente esquecido após a morte, durante quase dois séculos. O revivalismo da sua música aconteceu já no século XX. Tudo começou na década de 1920, com a recuperação de partituras manuscritas e sequentes estudos musicológicos. Os discos de vinil publicados a partir dos anos 1950 encarregaram-se de impelir a figura do «Príncipe de Veneza» ao estatuto de Pop Star. Nas décadas mais recentes, proliferam recriações livres do seu legado. Trata-se simultaneamente de homenagens e conversas imaginárias com um passado idealizado. Em Vivaldissimo, de 2000, Enjott Schneider lembra os padrões rítmicos repetitivos e toda a energia do concerto para dois trompetes RV 537. Já em 2012, Max Richter buscou novos encantos n’As Quatro Estações. Propõe-nos uma viagem onírica sobre texturas sonoras que desafiam a síndrome da saturação.
Programa
Max Richter (n. 1966)
As Quatro Estações Recompostas (2012)
I. Primavera I
II. Primavera II
III. Primavera III
IV. Outono I
V. Outono II
VI. Outono III
Enjott Schneider (n. 1950)
Vivaldissimo, concerto para dois trompetes, cordas e cravo (2002)
I. Allegro
II. Adagio
III. Presto
Max Richter (n. 1966)
As Quatro Estações Recompostas (2012)
VII. Inverno I
VIII. Inverno II
IX. Inverno III
X. Verão I
XI. Verão II
XII. Verão III