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A TRAGÉDIA DE JÚLIO CÉSAR

Ao Cabo Teatro
De William Shakespeare Encenação Luís Araújo
© Sara Pazos
Este evento já decorreu
Datas e Horários

26 a 29 março
Quinta, 20h; sexta e sábado, 21h; domingo, 17h30

Local

Sala Luis Miguel Cintra

Classificação

M/12

Descrição

São Luiz encerrado até data a anunciar
O São Luiz Teatro Municipal cancela espetáculos e outras atividades e encerra ao público até data a anunciar, numa decisão da Câmara Municipal de Lisboa, como medida temporária com vista a reduzir os riscos de exposição e contágio do Covid-19.
Para reembolso ou troca de bilhetes, por favor, contacte 21 325 7650 ou pelo mail: bilheteira@teatrosaoluiz.pt

 

Júlio César quer o poder numa Cidade que sabe estar minada pela podridão, pela intriga, pela alienação. O mote para o desenvolvimento da trama é o terrível incómodo que o poder e a influência conquistada por César gera nos seus companheiros políticos. Afinal, todos querem o seu quinhão. Para resolver a questão organiza-se um golpe de estado. O texto é todo ele feito de justificações para o assassinato e das suas consequências. O percurso até esse assassinato é feito de discursos que apontam para os valores da vida política, de juízos e de vontades sobre o que se quer estabelecer. Depois de César morto as figuras do poder armam-se de discursos para manipular a população. A Tragédia de Júlio César – título com que a peça aparece na sua primeira edição – fala da cegueira e volatilidade do povo e de quem o governa, das sangrentas lutas pelo poder, de vida privada e responsabilidade pública, e da imensa tensão entre política e moral. É também sobre a ilusão de estarmos a decidir por nós mesmos. É a tragédia de quem assume o poder julgando que não pode ser justo quem governa um mundo injusto, e assim se condena à morte pela mão dos seus. Por ambição, como dizem os honestos? Por não saber ouvir? Não importa. Quem quiser reinar num mundo injusto terá de ser tirano. E por ser tirano será abatido. E sendo abatido dará lugar a nova tirania, mais injusta do que a sua, numa Cidade que o terá abatido menos para se purificar que para esconjurar uma culpa que é incapaz de reconhecer. Mais do que a tragédia de um homem ou a tragédia do poder, Júlio César é a tragédia da própria Cidade, da própria vida de todos os seus cidadãos. Júlio César é a tragédia de Roma. E Roma é a nossa vida em comum.

FOLHA DE SALA

 

 

 

 

Ficha Técnica

Tradução Fernando Villas-Boas Dramaturgia e Encenação Luís Araújo Assistência de encenação Manuel Tur Cenografia F Ribeiro Desenho de luz Nuno Meira Mistura de Vídeo em cena Fábio Coelho Sonoplastia Pedro Augusto Figurinos Nelson Vieira apoio dramatúrgico Miguel Cruz fotografia e design Sara Pazos Interpretação Ana Brandão, Ana Margarida Mendes, Ana Pinheiro, Carolina Rocha, Diana Sá, Gonçalo Fonseca, Jorge Mota, Maria Inês Peixoto, Miguel Damião, Nuno Preto, Pedro Almendra e Rafaela Sá Com a participação de Maria Leite vídeo realização Tiago Guedes, Luís Araújo; assistentes de realização Joana Soares, Manuel Tur; direção de fotografia Nuno Marques; direção de som Sérgio Silva; perche Vasco Pucarinho, Pedro Marinho; anotação Miguel Cruz; assistentes de produção Ana Fernandes, Ana Margarida Mendes, Ana Pinheiro; montagem Joana Soares; cor Nuno Marques; mistura de som Pedro Augusto Coprodução Ao Cabo Teatro, Teatro Nacional São João e São Luiz Teatro Municipal

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