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A TRAGÉDIA DE JÚLIO CÉSAR

Ao Cabo Teatro
De William Shakespeare Encenação Luís Araújo
© Sara Pazos
Datas e Horários

26 a 29 março
Quinta, 20h; sexta e sábado, 21h; domingo, 17h30

Local

Sala Luis Miguel Cintra

Preço

€12 a €15 com descontos

Classificação

A classificar pela CCE

Descrição

Júlio César quer o poder numa Cidade que sabe estar minada pela podridão, pela intriga, pela alienação. O mote para o desenvolvimento da trama é o terrível incómodo que o poder e a influência conquistada por César gera nos seus companheiros políticos. Afinal, todos querem o seu quinhão. Para resolver a questão organiza-se um golpe de estado. O texto é todo ele feito de justificações para o assassinato e das suas consequências. O percurso até esse assassinato é feito de discursos que apontam para os valores da vida política, de juízos e de vontades sobre o que se quer estabelecer. Depois de César morto as figuras do poder armam-se de discursos para manipular a população. A Tragédia de Júlio César – título com que a peça aparece na sua primeira edição – fala da cegueira e volatilidade do povo e de quem o governa, das sangrentas lutas pelo poder, de vida privada e responsabilidade pública, e da imensa tensão entre política e moral. É também sobre a ilusão de estarmos a decidir por nós mesmos. É a tragédia de quem assume o poder julgando que não pode ser justo quem governa um mundo injusto, e assim se condena à morte pela mão dos seus. Por ambição, como dizem os honestos? Por não saber ouvir? Não importa. Quem quiser reinar num mundo injusto terá de ser tirano. E por ser tirano será abatido. E sendo abatido dará lugar a nova tirania, mais injusta do que a sua, numa Cidade que o terá abatido menos para se purificar que para esconjurar uma culpa que é incapaz de reconhecer. Mais do que a tragédia de um homem ou a tragédia do poder, Júlio César é a tragédia da própria Cidade, da própria vida de todos os seus cidadãos. Júlio César é a tragédia de Roma. E Roma é a nossa vida em comum.

 

Bilhetes à venda brevemente

Ficha Técnica

Tradução Fernando Villas-Boas Dramaturgia e Encenação Luís Araújo Assistência de encenação Manuel Tur Cenografia F Ribeiro Desenho de luz Nuno Meira Vídeo Tiago Guedes Sonoplastia Pedro Augusto Figurinos Nelson Vieira Interpretação Ana Brandão, Carolina Rocha, Diana Sá, Jorge Mota, Luís Araújo, Maria Inês Peixoto, Miguel Damião, Nuno Preto, Pedro Almendra, Rafaela Sá Com a participação de Afonso Santos, Albano Jerónimo, António Durães, António Parra, Carla Maciel, Joana Carvalho, Maria Leite, Tonan Quito Coprodução Ao Cabo Teatro, Teatro Nacional São João e São Luiz Teatro Municipal

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