Corpo Nómada transporta-nos para diferentes partes do mundo, explorando a interação cultural, a diversidade de costumes e tradições, destacando a necessidade de compreender e respeitar a pluralidade cultural entre europeus e não europeus.
A melancolia das paisagens musicais inspira o ambiente cénico, fortemente marcado pela componente visual, num jogo de intimidades criado pelo cruzamento das imagens e o desenho de luz, que nos transportam para o interior dos percursos errantes das personagens das nossas histórias e que nos levam a sentir a sua respiração como se fosse a nossa.
Com as imagens e a luz traremos outras personagens que darão vida às nossas histórias, através da projeção materializada em diferentes matérias e objetos, que seguirão os músicos e o acrobata em palco, dando uma vida própria a cada uma das histórias, a cada uma das personagens, a cada nota musical, a cada palavra cantada, a cada gesto acrobático.
Corpo Nómada parte de um imaginário que materializa a transversalidade das expressões artísticas, criando um espaço atemporal onde se convoca a voz, o piano e o corpo. As histórias começam num lugar distante, porque é precisamente sobre histórias o motivo deste encontro. E porque as histórias e os mitos sempre precisaram de um local especial para serem contados, regressemos a uma casa, à nossa Casa – gruta, útero onde todos os sonhos nascem. Êxodos e migrações são a premissa de reflexão para estas errâncias contemporâneas.
Aos músicos Filipe Raposo e Rita Maria, junta-se um acrobata, construindo uma narrativa que reflete sobre a condição humana, uma viagem através da música barroca e jazz e do circo contemporâneo.