Por motivos de Greve dos Trabalhadores do Município de Lisboa, a sessão de sábado, 28 fevereiro, às 20h, foi cancelada.
Caso não tenha utilizado o seu bilhete na sessão extra, pode pedir o reembolso até dia 5 março de 2026, na bilheteira do Teatro ou através do email bilheteira@teatrosaoluiz.pt ou do telefone 213 257 651.
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Corpo Nómada é um devaneio em movimento onde quatro seres exploram os territórios do encontro. Serão versões de uma mesma história? Reflexos uns dos outros em dimensões metafísicas ou terrestres? A fronteira permanece difusa, deliberadamente porosa.
Em cima, os corpos aéreos dançam uma liberdade bela e frágil. Procuram-se, tocam-se, projetam-se para outros lugares que talvez existam apenas no seu ímpeto. Cada gesto torna-se alegoria: o equilíbrio precário de toda a relação, de toda a aspiração, o desejo que eleva, a graça que emerge da incerteza.
Em baixo, a realidade também ressoa. Os corpos, prisioneiros de uma imponderabilidade humana, apenas conseguem dialogar através da música, através de corpos e proximidades que hesitam. Atravessados por histórias passadas ou ainda por viver. Vibram como os seus duplos aéreos. Sem saber quem é espelho ou reflexo.
Observam-se, os quatro, como quem contempla um ideal — atónitos e nostálgicos de uma liberdade, de uma poesia viva, perdida ou reencontrada. A outra face de uma mesma errância.
Entre a terra e o céu, entre o sonho e os elementos, o mar, o ar, o solo e a imprevisibilidade, Corpo Nómada tece um conto cosmogónico e volátil. Sensual e profundo. Uma história de corpos nómadas que não procuram um destino, apenas o instante frágil em que duas trajetórias se cruzam — e a vertigem sublime desse instante.
Neste espetáculo usa-se luz estroboscópica.
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