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Kabeça Orí

Aoaní e Joyce Souza
©Joniricos
Datas e Horários

11 a 19 abril
quarta a sábado 19h30; domingo, 16h

Local

Sala Mário Viegas

Preço

€12 (com descontos) | (Abrangido pelo Passe Cultura - disponível apenas na bilheteira do Teatro)

Classificação

A classificar pela CCE

Descrição

Começamos por pedir licença, “batemos cabeça” para quem veio antes, refizemos um caminho a fim de ritualizar o que a cidade tenta sistematicamente apagar. A vídeo performance Kabeça é um prólogo, um percurso realizado pela cidade de Lisboa, onde reverenciamos, damos adobá, em locais que marcam a história da presença negra neste território. Lugares que em sua maioria não tem nenhuma menção sobre um passado colonial, escravista, mas também de muita resistência e luta. Nessa cartografia ritual evocamos essa memória soterrada, refletimos sobre a cabeça e suas muitas formas de entendimento, damos os primeiros passos em direção à Kabeça Orí.

Kabeça Orí é a consequência dessa trajetória. Agora se utilizando da linguagem teatral continuamos essa reflexão sobre a cabeça e o território corpo. Em Yoruba, cabeça é traduzida como Orí. Mais do que uma parte fisiologicamente estruturada, Orí é entendido como um orixá, um deus, uma divindade pessoal e intransferível. Em contraposição ensinam-nos que a cabeça é uma parte do corpo. Uma parte que abriga o cérebro e o sistema nervoso. A noção de parte, de desmembramento proposta por lógicas coloniais espelham-se no corpo, na cidade, nos sentidos, na memória em constante fragmentação.

Em diáspora, no palco o encontro de mulheres negras que somam seus passos, constroem caminhos, refletem sobre apagamentos. Entre fragmentos e conexões, como perturbar o esquecimento? Como não perder a cabeça? Como mantê-la erguida?

Ficha Técnica

Criação Aoaní e Joyce Souza Performance Aoaní, Emile Pereira e Joyce Souza Texto Aoaní, Joyce Souza e Monalisa Silva Dramaturgia Monalisa Silva Música Xullaji Design e operação de som Sara Marita Percussão Emile Pereira Iluminação Ariene Godoy Cenário e figurinos Neusa Trovoada Fotografia Joniricos Produção Associação Orí – Negritudes em Convergência Espiralar Coprodução Bolsa de Criação O Espaço do Tempo com apoio do Banco BPI e Fundação “la Caixa” Financiamento República Portuguesa – Cultura I DGARTES – Direção Geral das Artes Apoios Biblioteca de Alcântara, Câmara Municipal de Almada, Câmara Municipal da Moita, RDP África, Buala

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