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O AGORA QUE DEMORA – NOSSA ODISSEIA II

Christiane Jatahy
O Agora Que Demora - Nossa Odisseia II, Christiane Jatahy
Datas e Horários

17 a 21 junho
quarta, sexta e sábado, 21h; quinta, 20h; domingo, 17h30

Local

Sala Luis Miguel Cintra

Preço

€12 a €15 com descontos

Classificação

A classificar pela CCE

Descrição

A encenadora e realizadora brasileira Christiane Jatahy deu início ao seu projeto Nossa Odisseia com o espetáculo Ítaca, que estreou em Portugal no Teatro São Luiz em 2017. O Agora Que Demora é a segunda parte desse díptico em torno do épico de Homero. O que nos pode dizer uma ficção com três mil anos sobre o mundo em que vivemos nesta primeira metade do século XXI? Qual a ligação entre essa história e os atuais movimentos de pessoas que cruzam fronteiras em busca de uma terra segura, um lar? Ou outras pessoas, que mesmo marginalizadas pelas instâncias do poder, continuam a defender as suas casas contra todo o tipo de invasores?
Christiane Jatahy, que tem expostos as linhas de tensão entre o cinema e o teatro e as suas respetivas ligações com o passado e o presente, e tem dinamitado os muros de fronteira entre ficção e realidade, desafiando a posição dos espectadores dentro dessas novas ligações, vai ainda mais longe em O Agora Que Demora. Indo além da investigação de como o cinema pode ampliar a nossa experiência teatral, dramaturgicamente e formalmente, Jatahy inverte os papéis entre os dois meios. O Agora Que Demora é um filme que atinge toda a sua dimensão quando dialoga com o teatro. O filme foi realizado em Jenin, na Palestina; num campo de refugiados no Líbano e na Grécia; no centro da cidade cosmopolita de Joanesburgo; e numa comunidade indígena na Floresta Amazónica, que luta para defender a sua terra natal e a sua integridade. Ainda que essas filmagens tenham sido realizadas num contexto documental, o propósito é definitivamente fictício, já que os atores dessas comunidades usam os versos de Homero para falar sobre as suas realidades.

Em O Agora Que Demora, embarcamos numa jornada guiada por uma ficção de três mil anos, mas sempre com a lama da realidade de hoje a molhar os nossos pés. Um filme e uma peça que transportam o público para dentro da ficção. Um encontro para descobrirmos brechas no muro e portas deixadas abertas, e questionarmos: como podemos quebrar esse ciclo de repetição?

 

Bilhetes à venda brevemente.

 

Ficha Técnica

Criação, Adaptação, Argumento e Direção Christiane Jatahy Colaborador artístico, Luz e Cenário Thomas Walgrave Diretor de fotografia Paulo Camacho Designer de som Alex Fostier Música original Domenico Lancelotti e Vitor Araújo Coordenação e Colaboração Henrique Mariano / Participantes Abbas Abdulelah Al’Shukra, Abdul Lanjesi, Abed Aidy, Adnan Ibrahim Nghnghia, Ahmed Tobasi, Bepkapoy, Blessing Opoko, Corina Sabbas, Faisal Abu Alhayjaa, Fepa Teixeira , Frank Sithole, Iketi Kayapó, Irengri Kayapó, Ivan Tirtiaux, Jehad Obeid, Joseph Gaylard, Kroti, Laerte Késsimos, Leon David Salazar, Jovial Mbenga, Linda Michael Mkhwanasi, Manuela Afonso, Maria Laura Nogueira, Maroine Amimi, Mbali Ncube, Melina Martin, Mustafa Sheta, Nambulelo Meolongwara, Noji Gaylard, Ojo Kayapó, Omar Al Jbaai, Malvin Phana Dube, Pitchou Lambo, Pravinah Nehwati, Pykatire, Ramyar Hussaini, Ranin Odeh, Renata Hardy, Vitor Araújo e Yara Ktaish / Montagem filme Paulo Camacho e Christiane Jatahy Câmara filme Paulo Camacho Segunda câmara filme Thomas Walgrave Mistura de som filme Breno Furtado e Pedro Vituri Palestina Produção local Jenin: The Freedom Theatre – Ahmed Tobasi e Mustafa Sheta; Captador de som: Issa J Qumsyeh. Líbano – Captador de som Beirute/Vale do Beqaa: Nour Salman; Tradutora Local: Hiba Hussein Grécia Produção local Atenas: Daphne Tolis; Captador de som: Emmanuil Manousakis África do Sul Produção local Johanesburgo: Outreach Foundation – Linda Michael Mkhwanasi, Malvin Phana Dube e Gerard Bester; Captador de som: Paul van Zyl Brasil Produção local Amazónia: Rafael Cabral e Clara Aruac; Captador de som: Breno Furtado Tradução da adaptação do texto em português para árabe Shahd Wadi Régie Benoît Ausloos Vídeo de régie Matthieu Bourdon Luz de régie Juan Borrego Som de régie Jeison Pardo Rojas Produção e difusão Valérie Martino, Charlotte Jacques, Juliette Thieme, Daphné Seale, Emilie Jimenez Y Fernandez, Ines Mayol Hernandez Apoios The Freedom Theatre (Palestina) e Outreach Foundation (África do Sul) Apoio institucional Embaixada do Brasil na França, Embaixada da França no Brasil, Escritório de Representação do Brasil em Ramala, Embaixada do Brasil no Líbano, Embaixada do Brasil na Grécia e Embaixada da Bélgica no Líbano Produção Création Studio Théâtre National Wallonie-Bruxelles, SESC São Paulo   Coprodução Ruhrtriennale (Alemanha), Comédie de Genève (Suíça), Odéon-Théâtre de l’Europe (França), Festival d’Avignon (França), Le Maillon-Théâtre de Strasbourg Scène Européenne (França), Riksteatern (Suécia) e São Luiz Teatro Municipal (Portugal) /// Christiane Jatahy é artista associada do Centquatre-Paris/France, Odéon- Théâtre de l’Europe/France e Schauspielhaus Zürich/Suisse

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