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ORESTEIA

De Ésquilo
Encenação Bruno Bravo
© Comédias do Minho
Datas e Horários

Público Geral
24 fevereiro a 20 março
quarta a sábado, 20h; domingo, 17h30
€12 a €15 (com descontos) | (Gratuito com Passe Cultura – disponível apenas na bilheteira do Teatro)

 

Escolas
3, 10 e 17 março
quarta, 14h30
Público-alvo: Ensino Secundário
€3 por aluno, professor gratuito
Informações e reservas: publicos@teatrosaoluiz.pt

Local

Sala Luis Miguel Cintra

Classificação

A classificar pela CCE

Descrição

Oresteia, de Ésquilo, única trilogia trágica que chega até nós, esburacada, imprecisa, mas, na sua essência inteira, é uma obra máxima da dramaturgia universal. Ésquilo, primeiro tragediógrafo do cânone ocidental, mas ainda e sempre, tão pertinente e inquietante como Shakespeare, Tchéckov ou Beckett, condensa nesta obra toda a natureza humana.
Em Agamémnon, o rei retorna a Argos vitorioso da guerra de Troia e é assassinado pela sua mulher Clitemenestra. Nas Coéforas, Electra chora o pai morto e anseia pelo seu irmão, Orestes, que regressa do exílio para cometer matricídio. Eumédides trata do julgamento de Orestes, depois de ser perseguido pelas Erínias até Atenas. Este julgamento público, presidido por Atena, inaugura um novo princípio de justiça e põe fim ao ciclo de sangue e vingança (aqui assombrado pela maldição da casa de Atreu).
A força deste texto, que nos pode soar desesperadamente estrangeiro, inquieta-nos pela clareza com que se revela eternamente contemporâneo nas suas múltiplas dimensões dramáticas: aqui se fala de poder, de impotência, de democracia, de autocracia, de justiça, de vingança, morte, loucura, guerra, vaidade e desmesura, dor e sofrimento, enfim, da natureza humana e da sua feroz e impiedosa necessidade de se organizar em coletivo.
Oresteia é um monumento da literatura dramática na linha das grandes obras de escrita teatral. A sua poesia, que atravessa o drama, os coros e as danças, é, aqui, versada em português, pela mão de José Pedro Serra.

 

 

Parceiro

Ficha Técnica

TRADUÇÃO E DRAMATURGIA José Pedro Serra ENCENAÇÃO Bruno Bravo MÚSICA Sérgio Delgado CENÁRIO E FIGURINOS Stéphane Alberto DESENHO DE LUZ Diana Santos INTERPRETAÇÃO Ana Brandão, António Ignês, António Mortágua, Diogo Mazur, Joana Campelo, Joana Campos, João Pedro Dantas, Mafalda Jara, Rafael Ligeiro, Nídia Roque, Sandra Faleiro, Sofia Marques, Tiago Amado Gomes DIREÇÃO DE PRODUÇÃO Telma Grova ASSISTENTE DE PRODUÇÃO Inês Felix APOIO TÉCNICO Tiago Gomes COPRODUÇÃO Primeiros Sintomas e São Luiz Teatro Municipal

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