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OS SAPATOS DO SR. LUIZ

De Madalena Marques
Os Sapatos do Sr. Luiz ©Estelle Valente
Datas e Horários

Famílias: sábado, 11h

28 e 29 setembro
19 outubro
15 dezembro

Escolas: sexta, terça, segunda e terça, 10h30

11 e 15 outubro
2 e 3 dezembro

 

Local

Percurso por vários espaços do Teatro

Duração

1h aproximadamente

Classificação

Público-alvo: 3 aos 10 anos
m/3

Acessibilidade
Língua Gestual Portuguesa

13 outubro

Audiodescrição

19 outubro

Descrição

Nêsperas, música, fotografias, sonhos, viagens, choros e fogos. É certo e sabido que em qualquer teatro acontecem coisas inusitadas e espantosas, por vezes inexplicáveis. No São Luiz, aparecem e desaparecem sapatos. E, sempre que saltam à vista de quem os vê, é para descortinar histórias de pessoas que passaram pelo Teatro. Aparecem tímidos e se o barulho for muito dá-lhes a corda e dão à sola. Há quem já os tenha visto pelo foyer, palco, régie ou plateia, no corredor, nos camarins e até no teto, na bilheteira ou no elevador. Desde a temporada 2016 / 2017 que proporcionamos aos mais novos (e não só…) esta visita-espetáculo que desvenda histórias do São Luiz. Percorrendo vários cantos do Teatro, cruzamo-nos com os sapatos de uma maravilhosa atriz francesa, Sarah Bernhardt, de um ator português muito provocador, Mário Viegas, do próprio Sr. Luiz, o Visconde, e do marreco projecionista.  A partir da temporada 2019 /2020, numa nova versão de Os Sapatos do Sr. Luiz, vamos encontrar também as pegadas de Almada Negreiros e dos técnicos que, nos bastidores, ajudam diariamente a pôr todos os espetáculos de pé.

1990
Ator, encenador, declamador, “especialista em todos os géneros”, como se apresentava, Mário Viegas é uma das figuras mais carismáticas do teatro português do século XX. Já depois de ter sido um dos fundadores da Barraca e do Novo Grupo – Teatro Aberto, cria a Companhia Teatral do Chiado, com a qual estreia, em dezembro de 1990, o espetáculo A Birra do Morto, de Vicente Sanches, na Sala-Estúdio do Teatro São Luiz. Aí se fixa, com uma programação regular, através de uma cedência de espaço pela Câmara Municipal de Lisboa. 1 de abril, o dia das mentiras de 1996, fica marcado pela sua morte. Desaparece um génio – mas o seu nome continua gravado naquela sala que passa a chamar-se Teatro-Estúdio Mário Viegas, mantendo o acolhimento à Companhia Teatral do Chiado. Mais tarde, com a integração deste espaço na programação regular do São Luiz, nasce a Sala Mário Viegas.

Ficha Técnica

Pesquisa e Conceção Madalena Marques e Susana Pires Interpretação e Mediação Madalena Marques Adereços Ângela Rocha, Lydia Neto e Toninho Neto Produção executiva Casa Invisível Uma encomenda São Luiz Teatro Municipal

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