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PARA UMA BREVE HISTÓRIA DO FOGO

Teatro Praga
©Carlos Pinto
Datas e Horários

30 junho a 11 julho
quarta a sábado, 20h; domingo, 17h30

Local

Sala Luis Miguel Cintra

Preço

€12 a €15 (com descontos) | (Gratuito com Passe Cultura - disponível apenas na bilheteira do Teatro)

Classificação

A classificar pela CCE

Descrição

PARA UMA BREVE HISTÓRIA DO FOGO é o segundo espetáculo do Teatro Praga dedicado à história dos elementos, onde cada um deles é narrador e protagonista e onde os seres humanos surgem apenas como convidados.
Duas pedras de sílex ou de pirita. A fricção de duas madeiras até vê-lo surgir domesticado, gerando luz e calor. Oxidação de material combustível. Gases a altas temperaturas emitindo radiação eletromagnética… A história do fogo confunde-se com a história do universo, a partir do momento em que, há treze vírgula oito mil milhões de anos atrás, toda a matéria densa existente se encontrava concentrada, a altas temperaturas, e o famoso Big Bang pôs em marcha a contagem decrescente de uma expansão que terá como fim último a escuridão total, sem hidrogénio nem estrelas que iluminem ou aqueçam os planetas. Nos entremeios, a vontade humana de olhar fixamente para o Sol e controlar o fogo, de modo a suportar invernos glaciares, afastar predadores ou cozinhá-los numa fogueira ou queimar a Joana D’Arc, estoirar cidades, brincar com lança-chamas. Na história da jovem adolescente que pôs óleo a mais na frigideira para uns rissóis, a protagonista deste espetáculo é a explosão que destruiu a cozinha. Na história do menino muito querido, muito pequenino, muito assustado, que se abrigou sob um pinheiro frondoso com um bezerro ao colo, o protagonista é o raio da trovoada. E na história do deus que rouba os outros deuses para dar uma prenda aos humanos, ou no teatro que arde de fio a pavio, o protagonista é o fogo. PARA UMA BREVE HISTÓRIA DO FOGO não quer fazer mal a ninguém, não quer domesticar o fogo nem usá-lo como arma, mas quer olhar para ele, e para a sua imprevisibilidade, e viver como ele. Sem a ambição de Ícaro, procuramos uma intimidade sem proximidade, uma ocupação da explosão, da queimadura ou do fumo. Este será um espetáculo com muito calor e que se imagina no centro da terra e da faísca sem nunca se extinguir.

Numa era em que as questões ambientais são cada vez mais importantes e em que o planeta se encontra em risco, o Teatro Praga dedica a sua atenção a cada um dos seus cinco elementos, seguindo uma teoria desatualizada mas ainda atuante, para estudar o seu passado e o seu presente, num ciclo que designamos Para uma breve história dos elementos. Desviando a discussão sobre as medidas a tomar ou as resposta a propor, estes espetáculos conversam com os elementos, procurando uma aproximação ficcional mais disponível para escutar do que afirmar.

 

 

Parceiro

Ficha Técnica

Texto André e. Teodósio e José Maria Vieira Mendes Elenco Miguel Guilherme (e outros intérpretes a definir) Uma produção Teatro Praga em Coprodução com São Luiz Teatro Municipal

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