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Primeira Dama | Alek Rein

ZDB no São Luiz
Datas e Horários

1 outubro
quinta, 21h e 22h

Local

Sala Luis Miguel Cintra

Preço

€15 com descontos

Descrição

©Gonçalo Soares

21h – Alek Rein

Parecendo que não, e num momento em que o tempo parece ter parado e 2020 se consome a si mesmo, passaram já quatro anos desde Mirror Lane. Disco com edição da ZDB, de gestação longa que nos deixou canções como River of Doom ou Vermillion Bird of the South – “In the clouds!” – a ecoar até hoje e afirmou definitivamente Alexandre Rendeiro como mensageiro do onírico, em palavras e sons, dez anos após a estreia promissora e muito solitária de Gemini. Álbum com um som de banda bem coeso, entregava o psicadelismo à eternidade da canção para daí divagar pelos mesmos sonhos que inspiraram gente como Syd Barrett, “Skip” Spence ou Faine Jade com aquela união simbiótica dos Crazy Horse ou Fairport Convention. Referências mais ou menos arquetípicas de uma música sem tempo nem espaço definidos, imune ao zeitgeist da cultura popular.

Ao longo destes anos, Rendeiro tem vindo calma e paulatinamente, como se pede a uma música tão desalinhada com a pressa rotineira, a desenhar novas canções de um aguardado novo álbum, ao mesmo que tempo que se assume como um dos Acompanhantes de Luxo de Filipe Sambado e milita nos também feéricos Sun Blossoms. Destes últimos, trouxe para este seu novo quarteto o baixo de Alexandre Fernandes, a que se juntam nesta nova encarnação a bateria de Humberto Dias – também dos Hércules – e uma segunda guitarra e voz de Martim Seabra também conhecido por Fisherman. Encarnação que deu forma a um aguardado novo álbum com edição para breve e do qual são aqui apresentadas já algumas coordenadas. O escapismo quando dele o precisamos.

 

©Filipa Pinto Machado

22h – Primeira Dama apresenta ‘Superstar Desilusão’

Nome ainda jovem mas já com lugar cativo nas fileiras do populado e revitalizador cancioneiro português dos últimos 10, 15 anos, Manuel Lourenço chega ao São Luiz com um novo álbum e uma formação de seis músicos, assente numa cumplicidade já com anos e que é também a chamada banda Xita – que revisitou no ano transato o repertório de Primeira Dama e Lena d’Água – e que conta com António Queiroz no baixo, Inês Matos na guitarra, João Raposo nas teclas, voz e electrónica, Vera Vera-Cruz também nas teclas e voz e Martim Brito na bateria, com Manuel a comandar as palavras. Isto, três anos volvidos desde o seu álbum homónimo e quatro da estreia com Histórias por Contar.

Dessas primeiras histórias ao teclado, assentes num som reverberado e langoroso, chegou em apenas um ano à luminosidade e confiança de Primeira Dama, disco onde era revelado um maior cuidado nos arranjos e na escrita, cada vez mais transparente e assumidamente sua, com contribuição técnica e carinhosa preciosa do cada vez mais omnipresente Filipe Sambado – cumplicidade que se estende à presença de Manuel nos Acompanhantes de Luxo – e de João Sarnadas tcp Coelho Radioactivo. Por essa lógica de ideias, Superstar Desilusão vem reforçar ainda mais o contributo de Primeira Dama para o mosaico das canções em português. Com produção do próprio com Gonçalo Formiga dos Cave Story e auxílio de Bejaflor na produção das vozes, este novo disco a ser aqui apresentado é o primeiro gravado com banda, o que resulta num som mais cheio, vivo e exultante. A enredar os instintos pop de Primeira Dama com uma filiação indie rock que tanto se revê nas canções de Sebadoh, Guided by Voices ou Stereolab iniciais como na memória da Bee Keeper, onde camadas de teclados se levam no movimento das guitarras para deixar a harmonia eterna da adolescência resplandecer.

 

 

Enquanto todos se perguntam se a vacina russa funciona realmente, a ZDB propõe a sua própria luso-medicina: mais espírito do que agulha. A sua eficácia: saber o que significa inclusão e conseguir criar colaborações entre a comunidade. Por essa razão, a Zé dos Bois foi desafiada a agendar um ciclo que terá lugar entre 29 de setembro e 2 de outubro de 2020, antecipando o seu 26º aniversário, num acolhimento do Teatro São Luiz.

A ZDB propõe uma programação nacional, e como habitualmente, desperta – através da apresentação de um programa de performances, música e as suas interseções com as artes visuais – as curiosas ligações entre entidades que por vezes parecem antagónicas. Neste programa, novas particularidades sonoras e musicais são combinadas com performances e propostas visuais desafiantes.

O corpo, uma segunda e até terceira natureza, é questionado pelos marcos performativos do mundo contemporâneo, defendendo ao mesmo tempo um olhar que vai além do visível e do invisível (Mariana Tengner Barros). Definições mais conscientes de si mesmas, levam-nos a emancipar-nos da separação entre o pessoal e o político, através de viagens astrais de natureza especulativa e ainda desconhecida (Odete e Alice dos Reis). A mecânica do analógico adquire um significado abstrato numa demonstração de feedback audiovisual (Pedro Sousa). O concetualismo mais depurado é fundido com uma tradição musical portuguesa reinventada (Lula Pena e João Simões). A sexualidade diz adeus ao género, o corpo humano aproxima-se de um género-objeto (Dinis Machado). A voz relatora de uma comunidade amplifica-se a projetar futuros possíveis (Tristany). A pop de vanguarda faz agora mais sentido do que nunca e voltamos a desfrutar como fazíamos, antes do momento em que tudo nos pareceu perdido (Alek Rein, Primeira Dama).

Ficha Técnica

ALEK REIN ALEXANDRE FERNANDES baixo ALEXANDRE RENDEIRO voz e guitarra HUMBERTO DIAS bateria MARTIM SEABRA guitarra e voz // Primeira Dama apresenta ‘SUPERSTAR DESILUSÃO’ António Queiroz baixo Inês Matos guitarra João Raposo guitarra, teclas, voz Martim Brito bateria Primeira Dama voz Vera Vera-Cruz teclas e voz

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