É habitual pensar-se que a liberdade na música, em particular no jazz e noutras músicas de tradição improvisada, deve ser entendida como uma liberdade de, isto é, como uma liberdade face a determinadas estruturas convencionais (harmónicas, rítmicas, etc.). Contra esta corrente hegemónica, o compositor-pianista João Paulo Esteves da Silva tem sido um dos principais proponentes contemporâneos de uma concepção alternativa de liberdade: uma liberdade para, i.e., para, no momento, escolher o que tocar, sem restrições para lá das próprias características e experiências dos músicos envolvidos. Esteves da Silva encara, assim, a improvisação como verdadeira composição em tempo real, prática que tem vindo a aprimorar cada vez mais ao longo dos anos, como se pode ouvir em álbuns como Scapegrace (2009), So Soft Yet (2011), Brightbird (2017) ou The River (2023). É neste contexto que apresenta agora um novo trio, com o contrabaixista norte-americano Thomas Morgan e o baterista catalão Jorge Rossy, através do qual promete levar ainda mais longe a sua concepção de liberdade musical: dispensando quaisquer alinhamentos prévios, cada atuação começará sem rede, mas tanto se poderá ficar por aí como introduzir, a qualquer momento, material predeterminado, oriundo de um repertório comum.
A Arte do Trio
João Paulo Esteves da Silva com Thomas Morgan e Jorge Rossy
©Luís Roquette Valdez & Joaquim Lourenço
18 e 19 setembro
sexta e sábado, 19h30
Sala Mário Viegas
€12 (com descontos) | (Gratuito com Passe Cultura - disponível apenas na bilheteira do Teatro)
M/6
Descrição
Ficha Técnica
Autoria das composições João Paulo Esteves da Silva, Thomas Morgan e Jorge Rossy João Paulo Esteves da Silva piano Thomas Morgan contrabaixo Jorge Rossy bateria Operação de som André Tavares Imagem Luís Roquette Valdez & Joaquim Lourenço OUTROS PARCEIROS E APOIOS Fundação GDA, Artway, Associação Cultural Recriar Portugal