Saltar para o conteúdo principal Mapa do Website Ajuda de navegação e acessibilidade Web

AQUILO QUE OUVÍAMOS

Teatro do Vestido
@João Paulo Serafim
Datas e Horários

15 a 25 de Junho
local e horário a anunciar

Local

A anunciar

Classificação

A classificar pela CCE

Descrição

Espetáculo reagendado. Caso já tenha bilhete e/ou necessite de algum esclarecimento, queira por favor contactar a bilheteira do Teatro pelo  telefone 213 257 650 (segunda a sexta, 10h às 18h) ou pelo email bilheteira@teatrosaoluiz.pt

Aquilo que Ouvíamos é uma criação site-specific, pensada para um lugar que não um palco. Levando os espectadores numa viagem por histórias pessoais da relação com a música alternativa dos anos 80 e 90 e o seu consumo, e redescobrindo uma Lisboa e outras cidades onde essas histórias possam ainda ecoar, o Teatro do Vestido estrearia em 2020, não tivesse acontecido uma pandemia. Meses depois, o projeto mantém-se o mesmo, garante o coletivo artístico – “nós é que não temos a certeza de ser os mesmos”, acrescentam.

“‘Um projeto sobre ouvir, fazer, tocar e ‘traficar’ música, e sobre cultura musical alternativa nos anos 80/90. Por exemplo, comprar vinis com parcas mesadas, trocá-los no recreio da escola secundária, comprar cassetes para gravar esses vinis, que assim se multiplicavam, ou comprar cassetes de concertos mesmo raros e mesmo mal gravados mas muito preciosos, ou cassetes gravadas com programas de rádio feitos por nós e para nós. Ou, quando aquilo que ouvíamos era muito daquilo que nós éramos – ou como a música nos conferia uma identidade. Aquilo que ouvíamos leva-nos numa viagem por histórias pessoais de relação com a música e o seu consumo, que criaram e definiram identidades ao longo do tempo que ainda perduram.’
Isto foi o que escrevemos antes de Março de 2020 se precipitar sobre nós. Na altura, fruto de uma muito especial residência no Centro de Criação de Candoso, em Fevereiro de 2020, com a cumplicidade do Centro Cultural Vila Flor, tínhamos na nossa posse o que nos parecia um vibrante material: histórias nossas, uma banda sonora criada pela mais inacreditável super-banda (feita de uma banda, de facto, e de mais dois músicos, todos eles incríveis), fragmentos de movimento (quase coreografias), emoção, memórias (até as de um rapaz de 8 anos, que connosco partilhou a sua história da música e nos deixou a todos sem palavras). E, depois, Março aconteceu. E outros meses se sucederam, muito iguais. E o som ensurdecedor daquela banda sonora, contra a qual arremessávamos as palavras das nossas histórias até ficarmos sem voz, já não estava a tocar perto de nós. Ficou em pause, em pausa, on hold, voltamos já-voltem também.
Aquilo que ouvíamos é o mesmo projecto de antes. Nós é que não temos a certeza de ser os mesmos. Continuamos sem saber onde este projecto irá acontecer – hoje, é ainda um sítio por encontrar. Sabemos que continua a não ser um palco, esse sítio futuro. Por muitas razões, mas principalmente porque queremos estar próximos – uns dos outros e do público. Sabemos, à luz do presente, que esse encontro só pode ter lugar num futuro. Aguardamos esse futuro com ansiedade, esperança e muita expectativa. Guardámos nele um lugar para estas histórias. E vamos tocá-las alto, mesmo alto.”

Teatro do Vestido

 

Ficha Técnica

Texto e Direção Joana Craveiro Cocriação e interpretação Estêvão Antunes, Inês Rosado, Joana Craveiro, Tânia Guerreiro, e elenco adicional a definir Músicos convidados (cocriação, composição e interpretação) Bruno Pinto, Francisco Madureira e Loosers (Guilherme Canhão, José Miguel Rodrigues e Rui Dâmaso) Consultor do projeto Sérgio Hydalgo e Luís Trindade Cenografia Carla Martinez Imagem João Paulo Serafim Iluminação Leocádia Silva Som Sérgio Milhano Assistência ao Projecto Leocádia Silva Direção de Produção Alaíde Costa Apoios ZDB, Centro Cultural Vila Flor Coprodução EGEAC – Gabinete de Programação em Espaço Público, Teatro Nacional São João e São Luiz Teatro Municipal

VEJA TAMBÉM

Saltar controlos de slides
Adeus, Jorge Salavisa ×

Saber Mais