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Onde é que eu ia?…

Solo de Nuno Artur Silva
Desenho em tempo real António Jorge Gonçalves
©Rita Carmo
Datas e Horários

12 a 22 janeiro
quarta a sábado, 19h30; domingo, 16h

Local

Sala Mário Viegas

Preço

Preçário a anunciar

Classificação

A classificar pela CCE

Descrição

Bilhetes à venda brevemente.

 

Em janeiro de 2015, no Teatro-Estúdio Mário Viegas, São Luiz Teatro Municipal, Nuno Artur Silva estava a fazer o seu primeiro espetáculo de stand up comedy, um solo acompanhado por António Jorge Gonçalves e pelos Dead Combo, quando foi convidado para administrador da RTP. Em 2019, preparava-se para regressar ao seu espetáculo, numa nova versão, revista e atualizada, quando foi novamente convidado, dessa vez para Secretário de Estado do Cinema, Audiovisual e Media. Depois da experiência governativa em tempo de pandemia, e de um inevitável retiro sabático (donde de facto nunca saiu), regressa agora com um novo solo, de novo acompanhado por António Jorge Gonçalves e uma particular banda sonora. Em Onde é que Eu Ia?… conta as impressões do que foram estes últimos anos, a partir das notas e observações que foi registando (a lápis) num pequeno bloco que sempre o acompanhou: desde a sua experiência como autor, apresentador, agente, produtor e diretor de inúmeros projetos e programas de televisão humorísticos vários (voluntários e involuntários, mas não só), à passagem pela administração da RTP em tempos de mudança (relativa) ou pelo Governo de Portugal (Departamento Cultura, Sector Cinema, Audiovisual e Afins) em tempos de (forte) pandemia – obviamente, falará de muitas coisas que se espera que fale e de outras que provavelmente não. Ou, se calhar, sim. A verdade é que logo se verá. Fala também do que lhe passa pela cabeça no momento em que acaba de completar 60 anos e conta histórias de uma vida muito preenchida (ou, pelo menos, assim-assim) por episódios em que muitas vezes a vida pessoal e a profissional se cruzaram das formas mais inesperadas – e vice-versa. Decisões e indecisões, divagações e considerações. E interrupções, muitas interrup… Importante referir ainda a reflexão sobre os Limites do Humor e o Estado do Mundo, que não vai ter lugar aqui. O que se pode esperar são pensamentos e interrogações (muito pertinentes, segundo o autor) sobre o que estamos aqui a fazer, não só na administração da coisa pública propriamente dita, mas na administração da coisa privada que é cada um de nós: qual o sentido da vida, mas principalmente qual o sentido das muitas coisas que fazemos em vez de fazermos o que devíamos estar a fazer. A vida em geral, mas sobretudo a vida em particular. Em todo o caso, trata-se, de novo, de algo que toda a gente o tem vindo a aconselhar a não fazer.
Mas ele vai fazer. (A não ser que, entretanto, haja um convite para outra coisa).

 

Ficha Técnica

Interpretação Nuno Artur Silva Desenho em tempo real António Jorge Gonçalves Produção Sons em Trânsito Coprodução Sons em Trânsito e São Luiz Teatro Municipal

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