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PARECEU-ME OUVIR PASSOS

De Madalena Marques
Datas e Horários

22 a 29 novembro

Famílias
sábado e domingo, 16h

 

Escolas
terça a sexta, 10h30
Conversa com a equipa após sessão escolar

Local

Sala Mário Viegas

Duração

60m

Preço

€3 criança, €7 adulto / escolas: €3 criança, gratuito para acompanhantes de grupos escolares

Classificação

A classificar pela CCE
Público-alvo: 6 aos 10 anos

Acessibilidade
Língua Gestual Portuguesa

Famílias: 24 novembro, domingo, 16h
Escolas: mediante marcação

Sessão Descontraída

Famílias: 24 novembro, domingo, 16h
Escolas: 29 novembro, sexta, 10h30

Descrição

O monstro de mil olhos está sentado. Alguém entra na sala. Pisa o palco. Sobe os degraus. Abre portas. Procura seguir sons de passos que ouviu há pouco. O coração bate forte.  A curiosidade também. Atrás de si, vindos de cima… aparecem Sapatos… sós. Pareceu-me Ouvir Passos, de Madalena Marques, nasce a partir da sua visita-espetáculo Os Sapatos do Sr. Luiz, que ganha agora uma versão em palco. Num jogo de cena entre uma mulher e sapatos, acontecem danças ao som de óperas; passam filmes, clarões e viagens; aparecem mecanismos e mistérios. Ao longo deste encontro, surgem projeções que mostram os detalhes dos sapatos. Contam-se histórias do Teatro em geral e do Teatro São Luiz em particular. Um espetáculo vestido de espanto, descoberta e superstição, que dá a conhecer aqueles que põem de pé o mundo escondido do teatro: atores e atrizes, técnicos de luz e de som, projecionistas de cinema e empresários. Todos virão visitar-nos, pé ante pé.

 

São Luiz 125 anos
1917

São muitos os artistas que passam pelo São Luiz ao longo dos 125 anos e que enchem de histórias todos os recantos do Teatro. Neste palco, muitos se estreiam, como atores, encenadores e tantas outras atividades mais discretas e muitas vezes esquecidas. A atriz Amélia Rey Colaço é uma delas. Aqui debutou no teatro, na peça Marianela, dos irmãos Quintero, a 17 de novembro de 1917. Uma data e um lugar que marcam também a primeira vez que contracena com Manuel Robles Monteiro, que se tornaria, pouco tempo depois, seu marido e com quem criaria, em 1921, a Companhia Rey-Colaço-Robles Monteiro.  Na crónica da Ilustração Portuguesa, Acácio de Paiva escreve: “Toda a imprensa dedicou louvores à estreia teatral de D. Amélia Rey Colaço, no República, representando o papel da protagonista (…) O aparecimento da gentil menina em cena, descalça, nos trajes remendados da órfã que serve de amparo a cego, comoveu imediatamente a plateia, já prevenida a favor da estreante pelas estranhas condições em que ela abraçara a profissão de actriz, quando facilmente gosaria as comodidades d’ uma vida despreocupada, trocada agora pelos riscos d’ uma carreira espinhosa, sujeita a criticas, a desagrados, a caprichos, a mil contrariedades de que o artista, ainda o de mais aptidões, nunca pode libertar-se”.

 

Ficha Técnica

Criação, Dramaturgia e Interpretação Madalena Marques Apoio à encenação, Movimento (kuroko) e Manipulação Joana Manaças Apoio à encenação e Dramaturgia Susana Pires Sonoplastia e Desenho de luz André Neto Vídeo Toninho Neto Máquinas e Cenografia Miguel César e Sónia Vieira Coprodução Casa Invisível e São Luiz Teatro Municipal

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