Podia Ser na Tate Mas É Aqui é um ciclo de conversas com artistas no Teatro São Luiz. A partir do seu trabalho em torno da história do teatro, André e. Teodósio convida dois artistas contrastantes para conversar sobre o seu trabalho, as suas influências, as suas inquietações, o diálogo que estabelecem com os seus pares e a relação com o país e os públicos, e também do que não gostam. De entrada gratuita, estes encontros pretendem registar na primeira pessoa os fluxos de pensamento ao longo das histórias dos artistas, desencadear discussão em torno do que se vê e sente, envolvendo toda a gente num diálogo qualificado e sem parcimónia. Há que aproveitar esta assembleia no bairro para trocar ideias e pedir autógrafos aos artistas!
Porque podia ser na Tate, mas aqui é mais à mão.
13 janeiro
Convidados: Filipe La Féria e Tiago Vieira
Nesta primeira sessão são convidados Filipe La Féria e Tiago Vieira, dois encenadores incontornáveis de duas gerações diferentes. Ambos com o seu próprio espaço, nele procuraram desenvolver a sua própria estética. O Teatro Politeama e a Latoaria são sinónimo e garantia de experiências únicas. Mas os seus percursos começam muito antes. É por aí que vão começar antes de chegar ao destino.
23 fevereiro
Convidados: Mónica Calle e Ricardo Pais
Mónica Calle e Ricardo Pais são dois encenadores destemidos. Neste encontro com o encenador e ex-diretor do Teatro Nacional São João e a encenadora e diretora da Casa Conveniente, vamos perceber como as dimensões do teatro, da música e da dança, ou os tipos de escrita cénica não normativos foram sempre encarados como desafios, colocando-os no âmago do mapa contemporâneo.
23 março
Convidados: João Mota e Joana Craveiro
João Mota foi professor de André e. Teodósio. Como ele, Joana Craveiro foi sua aluna. Ainda que com premissas e formulações muito diferentes, os percursos da Comuna Teatro de Pesquisa e do Teatro do Vestido bem como os seus projetos artísticos foram engajados politicamente desde sempre. No seu corpo de trabalho, encontra-se uma demanda de reposição de ética numa prática estética onde tantas vezes parece estar ausente – no Teatro.
27 de abril de 2026
Convidados: João Brites e Alice Azevedo
João Brites e Alice Azevedo têm percursos que não se restringem à formação de actor e actriz. A singularidade dos seus olhares afirma-se na convocação de outras linguagens artísticas, das artes plásticas à literatura, que integram no seu fazer teatral. Acresce que tanto a tradição do trabalho desenvolvido pelo Teatro O Bando como o mais recente espectáculo de Alice Azevedo partilham ainda um traço significativo: a inscrição do romance como matéria para a criação cénica. Entre afinidades e contrastes, desenha-se um território de diálogo que teremos oportunidade de explorar neste início do segundo trimestre deste ciclo.
25 de maio de 2026
Convidados: Zia Soares e António Pires
Zia Soares e António Pires são dois encenadores reconhecidos, afirmados em décadas mais recentes, algo pouco habitual no contexto deste ciclo. Ainda assim, as suas práticas seguem percursos distintos e, simultaneamente, complementares, abrindo dimensões inéditas no panorama teatral à medida que as suas vozes se foram consolidando. Ambos integraram diferentes colectivos e experiências artísticas até firmarem um trajecto próprio e uma assinatura singular. Dois percursos fundamentais na configuração do teatro contemporâneo, que alargaram o entendimento da realidade cultural, colocando-os no centro do debate artístico do nosso tempo.
29 de junho de 2026
Convidados: Maria do Céu Guerra e Teresa Coutinho
Este ciclo de conversas começou com dois homens; portanto, fazia sentido que se encerrasse com duas mulheres. E duas mulheres incontornáveis! Maria do Céu Guerra e Teresa Coutinho, encenadoras e atrizes únicas na história do teatro em Portugal, partilham, para além do teatro, um elo essencial: a poesia — enquanto forma literária e como metáfora da sua prática artística. Ambas com obra literária publicada, encontram no teatro um espaço de liberdade e de participação ativa na construção de um mundo-por-vir. Nos seus percursos, a poesia não é apenas palavra: é corpo, é memória, e a suas histórias vividas e partilhadas.